O último blues do disco em nossa dança
abstrata: rodando num fim de festa
com pétalas, ventos, cores partidas, fogueiras
intermináveis nas bocas entrelaçadas.
As roupas no chão da sala.
A chuva pra além da porta.
E nossas rotas cruzadas nessas velhas almofadas.
Visões, raios, águas loucas:
Lua – cheia – no céu da minha boca.
Síntese de luz
que explode nas acácias.
Um descompasso de marfim enegrecido.
Um longo espasmo súbito no interlúdio das galáxias.
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